Por que a Assembleia de Deus nasceu e deve continuar sendo conservadora!?

19/08/2009

Templo_lotado

Muitos crentes assembleianos da nova geração têm aversão ao adjetivo “conservador”, associando-o a farisaísmo, legalismo, fanatismo e posturas extremistas quanto a usos e costumes. Pensam que o conservador é aquele crente estereotipado, inimigo de tudo o que é novo, que parece viver em seu “mundinho”, como se pertencesse a uma religião ascética (cf. Cl 2.23, ARA).

Mas, à luz da Palavra de Deus (e para espanto de muitos), todo salvo deve ser conservador. E a Assembleia de Deus que se preza também deve ser conservadora. Por quê? Porque conservar, do ponto de vista bíblico, não significa ter uma falsa santidade, estereotipada, que faz dos usos e costumes a causa, e não o efeito. E implica observância à sã doutrina, a qual nos leva a ter santidade interna e externa.

Em 2 Timóteo 1.13 está escrito: “Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e na caridade que há em Cristo Jesus”. A Bíblia nos manda guardar, conservar, o que temos recebido do Senhor (1 Tm 6.20; 2 Tm 1.14). E, para as igrejas da Ásia que estavam agradando ao Senhor Jesus, Ele transmitiu mensagens que implicavam manutenção, conservação (Ap 2.25; 3.11). Mas, por que muitos não querem ser conservadores?

Ser conservador não é apenas ter aparência de piedade (Cl 2.20-22), tampouco se isolar da sociedade. Jesus, o Homem mais santo que andou na terra, não se afastava dos pecadores (Lc 5.32; Jo 2.1-11). Ele ensinou que a nossa luz deve brilhar em meio às trevas (Mt 5.16). Ser conservador também denota reter o bem, manter o que é bom, verdadeiro (1 Ts 5.21). E sabemos que as verdades da Palavra de Deus são inegociáveis, mas isso não significa que devamos abrir mão das estratégias lícitas de evangelização (1 Co 6.12; 9.22).

O verdadeiro conservador não é legalista ou coisa parecida. Ele não é um fanático, um estereótipo de crente, tampouco se opõe a tudo o que é novo (Ec 7.16,17; 1 Ts 5.21). Por outro lado, o conservador também não é como alguns crentes da atualidade, os quais desprezam o fato de o Senhor atentar para a globalidade do ser humano, pensando que Ele não se preocupa com o nosso exterior. O Senhor olha para a nossa totalidade: espírito, alma e corpo, nessa ordem (1 Ts 5.23).

Mas, a bem da verdade, enquanto alguns “assembleianos” afirmam que têm liberdade para fazerem o que bem entendem, deixando de observar a santificação plena, existem aqueles que consideram tudo pecaminoso. Estes também estão enganados, posto que ignoram o fato de os mandamentos de Deus não serem pesados (1 Jo 5.3), sendo a sua vontade agradável (Rm 12.2) e o seu fardo leve (Mt 11.30).

Reconheço que há líderes extremistas que pregam o falso conservadorismo farisaico. Fujamos disso! A Palavra do Senhor condena o extremismo (Ec 7.16,17). Por isso, a Assembleia de Deus que se preza conserva a verdade; guarda e cumpre a Palavra de Deus (Jo 14.23; Ap 3.8,10). Não é legalista, exigindo dos seus membros uma santificação inatingível, posto que Deus respeita as nossas limitações, como disse o salmista, inspirado pelo Espírito: “… ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó” (Sl 103.14).

O Deus da Assembleia deseja que a Assembleia de Deus conserve o modelo das sãs palavras (Jo 14.23; Ap 1.3; 3.8; Sl 119.11), a santidade e a pureza (Ap 3.4), a boa consciência (1 Tm 1.19; 3.9), a fé (2 Tm 4.7,8) e, sobretudo, o poder do Espírito Santo (1 Ts 5.19, ARA). Mas há uma nova geração, formada por obreiros não-chamados ou desviados da verdade que querem um evangelho fácil, sem mudança exterior, “sem religiosidade”, como dizem. E esses buscam mudanças (Pv 24.21) e consideram os obreiros conservadores ultrapassados, retrógrados ou legalistas.

Tenho visto, com tristeza, que muitos assembleianos, com ojeriza do legalismo farisaico, estão partindo para o liberalismo — total ou parcial. De um lado, líderes, pregadores e crentes em geral, seguidores do legalismo, condenam pessoas sem misericórdia. De outro, estão aqueles que desprezam a sã doutrina; que “vivem e deixam viver”.

Será que os obreiros dessa nova geração sabem que a Assembleia de Deus nasceu conservadora? Ah, eles ouviram falar… Mas não querem saber de passado. Eles querem uma igreja moderna, sem limites! Para eles, por que não usar a dança de rua e o funk dentro das igrejas, já que são grandes atrativos para a juventude? E isso já está acontecendo em algumas Pseudo-assembleias de Deus. Uso esse termo contundente porque tenho convicção de que a Assembleia de Deus que se preza não aceita esses injustificáveis modismos.

Essa nova geração de obreiros “assembleianos” não quer ser conservadora. Prefere pregar mensagens de auto-ajuda, que agradam os ouvidos (2 Tm 4.1-5), e não a mensagem da cruz (1 Co 1.18-22). Os tais obreiros, em geral muito jovens — mas também neófitos (pois há jovens de valor) —, são insubmissos. Não respeitam os seus líderes. Entram no ministério, mas o ministério não entra neles. Consideram-se donos da verdade. Alguns sequer têm chamada de Deus. E há também aqueles que verberam contra os seus próprios pastores!

Os proponentes “assembleianos” da nova geração gostam da falaciosa teologia da prosperidade; na verdade, eles gostam é do dinheiro e da popularidade que essa teologia lhes traz (2 Pe 2.3,15,16; 1 Tm 6.19,20; 2 Co 11). Eles ridicularizam os conservadores do passado, homens dos quais o mundo não era digno, e os que desejam andar como aqueles andaram. Mas os neo-assembleianos são mercantilistas. Sente em uma mesa para conversar com um deles e você saberá qual é o seu deus: o dinheiro (2 Co 2.17).

Perguntemos pelas “veredas antigas”, a fim de encontrarmos descanso para as nossas almas (Jr 6.16). Avivamento não é buscar inovações — ainda que haja boas inovações. Mas, sim, renovação; implica recuperar o que foi perdido, (Lm 5.21; 2 Cr 29.20-36). Se a Assembleia de Deus quiser continuar sendo uma igreja que faz a diferença neste mundo tenebroso, precisa continuar sendo conservadora, equilibrada, biblicocêntrica (Pv 4.26,27). Afinal, embora a Palavra de Deus não exija nada além do que possamos fazer, também não ensina as pessoas a viverem uma vida libertina, sem regras. “Faze-me andar na verdade dos teus mandamentos…”, disse o salmista (Sl 119.35).

Por: Pr. Ciro Sanches Zibordi


Por que somos tentados?

12/08/2009

“O evangelista Moody nos conta a respeito de um negro crente nos Estados Unidos. Era um escravo. Um dia acompanhou o seu patrão na caça aos marrecos. Este era incrédulo e incomodava-se com o escravo tranqüilo e piedoso. No caminho zombava:

— Quando me falaste, uma vez, do teu Jesus, também disseste que eras tentado fortemente por Satanás. Não entendo bem isto. Eu, que dizes ser um incrédulo, pertenço, portanto, ao Diabo. Mas ele não me molesta. Nosso irmão negro pediu intimamente ao Senhor Jesus por sabedoria, para que pudesse responder acertadamente. Antes que pudesse fazê-lo, passou um bando de marrecos. Seu patrão atirou, e alguns foram alvejados e caíram.

—  Rápido — ele ordenou. — Apressa-te para pegar os marrecos que ainda vivem, porque podem escapar; os mortos podes deixar, estes já peguei de qualquer forma.

O escravo executou a ordem e voltou com alguns marrecos que ainda esperneavam. Então disse ao seu patrão:

— Senhor, há pouco perguntaste por que o Diabo me tentava e não a ti. Acredito que tenhas, há pouco, ordenado exatamente aquilo que o Dia­bo ordena a seu auxiliar, sobre ti.

— Rápido, apressa-te e traze os ainda vivos; os mortos tenho de qual­quer forma.

Essa história mostra que as tentações atingem todos os crentes sinceros, pois eles estão vivos. É com esses que o Diabo está preo­cupado, pois sua missão é roubar, matar e destruir (Jo 10.10).

Texto extraído do livro Adolescentes S/A – CPAD, 2005.


AD em Pedrinhas realiza ciclo de palestras para a mocidade

11/08/2009

Na segunda quinta-feira de cada mês a mocidade da Assembléia de Deus em Pedrinha vem participando de um ciclo de palestras extraídas do livro Adolescente S/A, publicação CPAD, do pastor Ciro Sanches Zibordi.

A palestra é ministrada por nós, dirigente daquela congregação, objetivando a integração e o fortalecimento da juventude assembleiana.

Abordamos temas como relacionamentos interpessoais, namoro, sexo e casamento e outras temáticas relacionadas a adolescência. As palestras obedecem a um método de perguntas e respostas, mediante o material exposto na ministração verbal e através de apostilas.

Nesta quinta estaremos realizando mais uma reunião a partir das 19 horas, seja bem vindo!


Pastor Ciro Responde:

26/07/2009

HOUVE FESTA NO INFERNO?

Pr. Ciro Sanches Zibordi (líder da Assembleia de Deus do Rio de Janeiro-RJ e articulista da CPAD) será um dos preletores oficiais da VIII EBORN, que acontecerá a partir do dia 29 de julho.

No vídeo abaixo o renomado ensinador esclare sobre a suposta festa no Inferno em razão da morte de Cristo no Calvário. Assista o vídeo e desfrute da salutar exposição da Palavra do Senhor .